A pecuária de corte se consolida como principal consumidora de suplementos minerais no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM). Em 2023, o setor utilizou mais de 1,6 milhão de toneladas desses produtos, o que corresponde a mais de 90% do consumo nacional.
O levantamento indica que aproximadamente 67,6 milhões de cabeças de gado foram suplementadas no período, reforçando a amplitude da prática entre pecuaristas. Apesar de uma leve retração no volume em relação a 2022, a suplementação segue com papel estratégico para a produtividade do rebanho.
Entre as categorias de produtos, houve crescimento no uso de núcleos minerais e suplementos energéticos, que permitem maior precisão nutricional conforme a fase produtiva e a qualidade das pastagens. Por outro lado, linhas como proteicos, concentrados e ureia registraram queda, sinalizando ajustes nas estratégias de manejo alimentar.
Especialistas do setor ressaltam que a suplementação mineral é cada vez mais vista como investimento, e não apenas custo. Os benefícios incluem melhor desempenho, ganho de peso, fertilidade, conversão alimentar e maior resistência a doenças — fatores decisivos para atender mercados internos e externos mais exigentes.
A expectativa da ASBRAM é que a produção de suplementos minerais ultrapasse 2,3 milhões de toneladas em 2025, refletindo a capacidade da indústria em acompanhar a demanda crescente por eficiência e sustentabilidade na pecuária de corte.



