Um estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), em parceria com o Observatório do Clima, indica que o Brasil tem potencial para expandir significativamente a produção de biocombustíveis até 2050 sem necessidade de desmatamento. A pesquisa aponta que o país pode mais que dobrar sua oferta de bioenergia se adotar políticas adequadas e medidas de proteção socioambiental.
De acordo com o levantamento, entre 20 e 35 milhões de hectares de terras degradadas poderiam ser destinados ao cultivo de culturas voltadas à bioenergia, como cana-de-açúcar e oleaginosas. Essa área corresponde a uma fração dos cerca de 56 milhões de hectares de pastagens degradadas já identificadas no território nacional, o que permitiria o crescimento do setor sem comprometer biomas nativos.
O estudo ressalta, porém, que o aproveitamento desse potencial depende de investimentos em tecnologias mais produtivas, como o etanol de segunda geração e o cultivo da macaúba. Também será essencial aprimorar o monitoramento do uso do solo e garantir políticas públicas que conciliem a expansão da bioenergia com a produção de alimentos e a preservação ambiental.



