O Rio Grande do Sul poderá registrar a maior safra de grãos de sua história no ciclo 2025/26, segundo o primeiro levantamento divulgado pela Conab. A expectativa é de produção de 40,9 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 13,7% em relação ao ciclo anterior — caso as condições climáticas permitam.
O volume projetado posiciona o Estado responsável por cerca de 11,5% da produção nacional, que também deve atingir novo recorde estimado em 354,7 milhões de toneladas. O Rio Grande do Sul tende a ocupar o terceiro lugar no ranking dos maiores produtores do país, atrás de Mato Grosso e Paraná, embora deva figurar em segundo na área plantada, com cerca de 10,7 milhões de hectares, alta de 1,5%.
Soja em destaque
A cultura que mais impulsiona o panorama otimista é a soja. A previsão aponta para uma colheita de 22,4 milhões de toneladas, o que representa uma recuperação expressiva de 34,9% em relação ao ciclo anterior. A área destinada deve alcançar 7,2 milhões de hectares, com produtividade média de 3.129 kg/ha — alta prevista de 33,6%.
Safras complementares
A produção de milho da 1ª safra deve se manter estável, com leve retração: a área plantada projetada é de 817,2 mil hectares (alta de 14,2%), mas a produção estimada é de 5,4 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao período anterior. Até 13 de outubro, 83% dessa área já havia sido semeada, e o estado aparece como líder nacional na produção da 1ª safra.
No caso do arroz, o RS segue como maior produtor nacional, mas enfrenta projeções negativas: queda estimada de 3,1% na área plantada e 10,5% na produção, que deve ficar em torno de 7,8 milhões de toneladas em 938,1 mil hectares. Mesmo assim, a Conab avalia que o desenvolvimento das lavouras poderá ser favorecido por condições de radiação solar e temperaturas elevadas nos meses mais críticos.
Para o feijão, a expectativa é de produção de 76,6 mil toneladas, alta de 4,2%, com área cultivada estimada em 45,4 mil hectares, aumento de 7,1%.



