Representantes da indústria, produtores rurais e parlamentares manifestaram preocupação com o Programa Nacional de Rastreabilidade de Produtos Agrotóxicos e Afins (PNRA), criado pelo Ministério da Agricultura. A medida prevê o uso de tecnologias como etiquetas por radiofrequência para acompanhar a circulação de defensivos em todo o país.
As entidades do setor argumentam que o programa impõe custos elevados e prazos curtos de adaptação, especialmente para pequenos e médios produtores. Além disso, destacam que a exigência de rastreamento pode aumentar a burocracia sem garantir resultados efetivos no combate ao uso irregular e ao comércio ilegal de agrotóxicos.
Diante das críticas, o governo federal decidiu adiar a implantação do programa em 60 dias e anunciou que o regulamento poderá passar por ajustes técnicos. Mesmo com o adiamento, o setor segue dividido quanto à eficácia e à viabilidade prática da nova regra.



