
No Conversa de Valor deste sábado, conversamos com Cristiano Basso, um nome que se confunde com o próprio desenvolvimento da construção civil de Passo Fundo. Filho de empreendedores e comerciantes, ele iniciou sua trajetória profissional aos 13 anos no armazém da família, onde aprendeu na prática o valor do trabalho e da gestão. Desde então, construiu uma carreira sólida no setor financeiro à frente da BASSO FIDC, e expandiu sua atuação para a construção civil, fundando a UNA Construtora — referência em inovação, design e visão de futuro no Rio Grande do Sul. Atualmente, Cristiano é presidente do Sinduscon Passo Fundo e diretor do Instituto Aliança Empresarial, onde segue contribuindo para o crescimento e a modernização do setor produtivo regional.
A construção civil tem sido um dos pilares do desenvolvimento econômico de Passo Fundo. De que forma o setor tem contribuído para o crescimento da cidade e quais áreas mais se destacam nesse avanço?
O desenvolvimento de Passo Fundo, logicamente, passa pela construção civil. Eu acredito que o destaque, principalmente dos últimos, pelo menos 20 anos, é uma mudança na verticalização da cidade, principalmente pela arquitetura e os grandes empreendimentos. Mudou a skyline da cidade. Hoje temos prédios imponentes, condomínios bem formatados e também, logicamente, os loteamentos e os condomínios fechados, que, no entorno de Passo Fundo, foram dando essa grandiosidade no mercado da construção civil.
O mercado local vive um momento de expansão, com novos empreendimentos surgindo em diferentes regiões. O que explica esse movimento e como o Sinduscon tem percebido o comportamento do setor nos últimos anos?
O Sinduscon tem percebido o desenvolvimento em várias regiões da cidade, e alguns bairros com mais destaque, outros com plena expansão também. Mas isso mostra como Passo Fundo está cercada dentro do protagonismo da construção civil, não só do Rio Grande do Sul como o segundo polo, mas também do Sul do Brasil. A gente tem edificações que chamam muito a atenção, e esse desenvolvimento não é por acaso. Acho que toda a cadeia da economia da cidade, através da agricultura, dos serviços e da educação, fomenta e dá a demanda para a construção civil crescer, através das moradias e das necessidades de espaços diferenciados.
Além da geração de empregos, a construção civil tem papel importante na modernização da infraestrutura urbana. Quais são hoje os principais desafios e oportunidades para o setor em Passo Fundo, especialmente no contexto de sustentabilidade e inovação?
Bom, certamente, a construção civil é um dos propulsores do emprego. Para começar uma obra, a gente precisa de muitos operários, então, logicamente, é uma cadeia que rapidamente emprega muitas pessoas. A gente vem observando que a modernização de uma cidade precisa de infraestruturas urbanas, e agora, com essas últimas notícias, principalmente do aeroporto e da possível duplicação da BR-285, o patamar vai mudar. Uma cidade passa por esse desenvolvimento, e Passo Fundo já merece muito além disso. Nós vemos que o setor tem uma inovação também em edificações sustentáveis, diferentes, mais modernas. E, principalmente agora, com essa reconfiguração da construção civil do futuro, vai passar muito ainda mais por essa força da sustentabilidade, com componentes que geram menos desperdício, com construções mais sustentáveis, com conforto acústico e térmico, mas, principalmente, que causem menos impacto ao meio ambiente.



