Entre agosto e setembro, o Brasil perdeu cerca de 15 mil empregos formais na indústria devido às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos exportados pelo país. As alíquotas americanas chegaram a 50% para determinados bens industriais, afetando principalmente setores como refino de açúcar, máquinas, equipamentos e aeronaves, além de regiões industriais em São Paulo e no Sul do país.
Embora parte das exportações tenha recebido isenção parcial, reduzindo a alíquota média efetiva para cerca de 31%, os impactos foram assimétricos, concentrando-se nos bens manufaturados com menor flexibilidade de realocação comercial.
O estudo destaca que, embora parte das perdas possa ser revertida a médio prazo com a adaptação das cadeias produtivas, o setor industrial brasileiro já apresenta sinais de desaceleração nas exportações e queda de empregos em polos fortemente expostos ao comércio com os EUA.
Para empresas exportadoras e para a cadeia produtiva, o cenário exige diversificação de mercados, ganhos de produtividade e rápida adaptação às mudanças no comércio internacional.



