Mesmo com o Brasil projetando uma das maiores safras de grãos da história, o setor arrozeiro enfrenta um cenário de forte pressão econômica. No Rio Grande do Sul — responsável por mais de 70% da produção nacional — a área plantada deve recuar cerca de 10%, enquanto produtores afirmam que o custo de cultivo já supera o valor recebido pela saca.
O desânimo no campo cresce após cinco safras marcadas por perdas significativas, resultantes de estiagens prolongadas e enchentes severas que afetaram a produtividade e elevaram o endividamento. Produtores relatam que, ao contrário de outras culturas que avançam com tecnologia e rentabilidade, o arroz vive um momento de estagnação e incerteza.
O contraste entre uma supersafra de grãos e a crise no arroz expõe desigualdades dentro do próprio agronegócio e reacende o debate sobre a viabilidade econômica da cultura para milhares de famílias que dependem dela.



