Brasil mantém exportações estratégicas aos EUA mesmo com tarifa de 50%

Mesmo após a entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, o Brasil continua exportando uma parte expressiva de seus produtos ao mercado norte-americano. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que cerca de 44,6% das exportações brasileiras para os EUA ficaram fora da sobretaxa, graças a uma lista de aproximadamente 700 itens isentos.

Entre os produtos poupados da tarifa máxima estão bens de peso na pauta brasileira, como aeronaves, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro. Esses itens seguem sujeitos a alíquotas mais baixas, de até 10%, evitando o impacto total do aumento.

Por outro lado, aproximadamente 35,9% das exportações seguem diretamente afetadas pela tarifa de 50%, atingindo setores como café, carnes, frutas e outros itens agropecuários. Além disso, 19,5% das vendas externas continuam sob tarifas específicas já existentes, como as medidas aplicadas por motivos de segurança nacional, que incidem sobre automóveis, aço, alumínio e cobre.

Mesmo com a pressão sobre parte significativa do comércio bilateral, a manutenção de itens estratégicos fora da tarifa mais alta reduz o impacto imediato sobre a economia brasileira e preserva setores essenciais da balança comercial.

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