A inadimplência entre produtores rurais pessoa física alcançou 7,9% no primeiro trimestre de 2025, registrando leve alta em relação ao ano anterior. O avanço reflete o impacto de custos elevados, clima instável e a dificuldade de recuperação após sucessivas safras comprometidas.
Os grandes produtores foram os que apresentaram os maiores índices de atraso: aproximadamente 10,7% das operações de crédito desse grupo estão inadimplentes. O número é resultado do maior volume de financiamentos assumidos, o que elevou a exposição às oscilações econômicas e à queda de produtividade observada em algumas regiões.
Dados apresentados pelo Banco Central indicam que muitos produtores entraram na atual temporada já pressionados por dívidas de anos anteriores, especialmente após frustrações de safra e necessidade de refinanciamento para manter as operações. Em propriedades arrendadas, onde o custo total costuma ser financiado, a margem de lucro média chegou a ficar negativa, agravando o risco de descumprimento financeiro.
O cenário acende um sinal de alerta para o setor agropecuário. Especialistas avaliam que, sem medidas de apoio e revisão dos mecanismos de crédito rural, a tendência é de manutenção da pressão sobre pequenos, médios e grandes produtores ao longo do ano.



