A Cotribá, cooperativa centenária e considerada a mais antiga do Brasil, ingressou na Justiça com pedido de tutela cautelar para suspender cobranças e bloqueios de credores. A medida, que antecipa efeitos de uma eventual recuperação judicial, busca assegurar fôlego imediato para evitar um colapso financeiro. O passivo da cooperativa ultrapassa R$ 1 bilhão, com parte significativa das dívidas vencendo ainda neste mês.
A direção da cooperativa afirma que não há liquidez suficiente para honrar compromissos de curto prazo, o que poderia resultar em bloqueios e paralisação de atividades essenciais. A crise é atribuída a uma combinação de quebras de safra, retração no crédito, aumento de custos e queda nos preços agrícolas, fatores que pressionaram o caixa e ampliaram o endividamento nos últimos anos.
Fundada em 1911, a Cotribá atua em diversos segmentos, como armazenagem de grãos, produção de ração, varejo agropecuário, postos de combustíveis e supermercados. A decisão judicial permite que a cooperativa mantenha suas operações enquanto organiza um plano de reestruturação financeira e renegocia dívidas.
A expectativa é que o período de proteção ofereça condições mínimas para que a entidade preserve suas atividades, garanta abastecimento aos associados e reorganize suas finanças em meio ao cenário desafiador enfrentado pelo agronegócio.



