Soja encerra última segunda-feira do ano com preços pressionados e mercado travado

O mercado brasileiro de soja encerrou a última segunda-feira do ano com baixa liquidez e negociações pontuais, reflexo do período de fim de ano e da ausência de fatores novos capazes de impulsionar os preços. Em grande parte das regiões produtoras, as cotações oscilaram entre estabilidade e leves recuos.

No Rio Grande do Sul, praças tradicionais como Passo Fundo e Santa Rosa registraram queda nos valores pagos ao produtor. Em estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram praticamente estáveis, com negócios restritos a volumes específicos.

Nos portos, a soja também apresentou recuo discreto, acompanhando o ritmo lento das operações comerciais. A combinação de demanda contida, logística mais lenta e menor presença dos agentes do mercado contribuiu para o cenário de cautela.

No mercado internacional, os contratos futuros da oleaginosa encerraram o pregão em campo negativo, pressionados pelas expectativas de safra elevada no Brasil e por ajustes técnicos nas bolsas. O movimento limitou qualquer reação positiva nos preços internos.

A expectativa do setor é de que as negociações ganhem ritmo a partir das primeiras semanas do novo ano, com maior presença dos compradores e definição mais clara do cenário produtivo e climático da safra brasileira.

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