A China anunciou a adoção de medidas de salvaguarda para as importações de carne bovina, que entrarão em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026. O novo sistema estabelece cotas anuais por país e prevê a aplicação de tarifa adicional sobre os volumes que ultrapassarem os limites definidos, com validade inicial de três anos.
De acordo com as regras divulgadas, os embarques realizados dentro das cotas estipuladas seguirão sujeitos às tarifas atualmente em vigor. Já os volumes que excederem o teto estabelecido para cada país serão taxados com uma tarifa extra, o que tende a elevar o custo da carne importada no mercado chinês.
O Brasil, principal fornecedor de carne bovina à China, recebeu a maior cota entre os países exportadores. Ainda assim, o histórico recente de exportações indica que parte dos embarques brasileiros pode ultrapassar esse limite, o que exige atenção redobrada do setor para o planejamento de vendas a partir de 2026.
As medidas têm como objetivo proteger a pecuária chinesa, que enfrenta pressão sobre preços e rentabilidade após um período de forte aumento das importações. Autoridades chinesas argumentam que o crescimento do volume importado impactou a produção doméstica, justificando a adoção do mecanismo de salvaguarda.
Analistas avaliam que a decisão pode provocar ajustes no comércio internacional de carne bovina, com possível redirecionamento de volumes para outros mercados e revisão de estratégias por parte dos exportadores brasileiros. O setor acompanha os desdobramentos e os impactos potenciais sobre preços, contratos e competitividade no mercado global.



