Os dados revelam que apenas uma parcela das grandes empresas afirma ter uma visão estratégica mais clara sobre os impactos da reforma. Entre companhias de médio e pequeno porte, o grau de preparação é ainda menor, o que amplia os riscos operacionais durante o período de transição.
Um levantamento com empresas do setor agropecuário indica que o agronegócio brasileiro ainda não está plenamente preparado para as mudanças que serão implementadas com a reforma tributária a partir de 2026. O estudo mostra que a maioria das organizações não avançou de forma estruturada no planejamento necessário para se adaptar ao novo modelo de tributação sobre o consumo.
A pesquisa também aponta a tecnologia como um dos principais entraves. Uma minoria das empresas já concluiu o diagnóstico de seus sistemas fiscais e iniciou ajustes para atender às novas exigências. A maior parte ainda está em estágio inicial de avaliação, o que pode comprometer a emissão de documentos fiscais e o cumprimento das obrigações tributárias.
Especialistas avaliam que a reforma exigirá uma revisão profunda dos processos internos, incluindo cadeia de valor, formação de preços, fluxo de caixa e governança tributária. Sem planejamento antecipado e investimentos em sistemas e capacitação, o setor pode enfrentar aumento de custos e insegurança jurídica no início da vigência das novas regras.
O estudo conclui que, apesar da relevância do agronegócio para a economia nacional, o ritmo de adaptação ainda é considerado insuficiente diante do cronograma da reforma, reforçando a necessidade de ações mais rápidas e coordenadas nos próximos meses.



