O setor de grãos brasileiro iniciou 2026 com um desempenho robusto nas exportações de milho. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o país embarcou 4,25 milhões de toneladas em janeiro, um volume 18,17% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior e 7,86% acima da média das últimas cinco safras.
O Irã consolidou-se como o principal comprador do grão brasileiro no período, absorvendo 1,23 milhão de toneladas, o que representa quase 29% do total exportado. No entanto, analistas do setor alertam que o ritmo dos embarques para o país persa pode ser influenciado por incertezas no cenário geopolítico global nos próximos meses.
Destaque Regional O estado de Mato Grosso continua sendo o motor das vendas externas, respondendo por 67,5% de todo o milho enviado ao exterior em janeiro. O volume mato-grossense somou 2,53 milhões de toneladas, um crescimento expressivo de 46% em comparação a janeiro de 2025. Diferente do cenário nacional, o principal destino do milho do estado foi o Vietnã, reforçando o papel estratégico dos mercados asiáticos na sustentação da demanda.
Perspectivas para 2026 O otimismo para o ano é endossado por consultorias privadas como a Hedgepoint, que projeta que as exportações totais de milho do Brasil possam alcançar 44 milhões de toneladas em 2026, superando as 40,98 milhões de toneladas registradas em 2025. Embora a China tenha recuado para a quinta posição no ranking de destinos no último ano, a expectativa é de que a demanda chinesa, somada ao apetite de outros países da Ásia e do Oriente Médio, mantenha o escoamento da safra em patamares elevados.



