O Rio Grande do Sul deve se consolidar como a economia de maior expansão no Brasil em 2026. De acordo com o mais recente Boletim de Conjuntura, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), a projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho é de 4,6%, índice que supera o dobro da média prevista para o país, estimada em 2%.
O principal motor desse desempenho é a forte recuperação do setor agropecuário, que projeta um avanço de 16,5% após superar ciclos de perdas causados por instabilidades climáticas. A estimativa aponta um incremento de 8,2 milhões de toneladas na produção de grãos, com destaque para a soja (+55,4%) e o milho (+19,9%).
Reflexos em outros setores A pujança do campo deve gerar um “efeito cascata” em toda a cadeia econômica do estado. O setor de serviços tem crescimento estimado em 4,3% — também acima da média brasileira de 2,1% — beneficiado pela maior demanda em logística e comércio. Já a indústria gaúcha mantém trajetória de alta (+1,3%), impulsionada pela procura por implementos agrícolas e bens de consumo, além de um cenário de redução da taxa Selic.
Estratégia e Investimento Para garantir a estabilidade desses números e mitigar riscos climáticos futuros, o Governo do Estado reforçou investimentos em infraestrutura rural. O plano estratégico inclui a meta de ampliar a área irrigada em 100 mil hectares nos próximos quatro anos.
“O Rio Grande do Sul está retomando seu protagonismo econômico com base na resiliência do produtor e em políticas de apoio à produção, como o Programa Milho 100% e investimentos em tecnologia no campo”, aponta o relatório.
No mercado de trabalho, os dados também são positivos: o estado gerou mais de 54 mil novos postos de trabalho formal nos últimos 12 meses, com saldos positivos em todas as 28 regiões dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes).



