Chuvas travam safra de inverno no RS e obrigam replantio de canola em várias regiões

As precipitações acima da média continuam comprometendo o calendário da safra de inverno no Rio Grande do Sul. Levantamento divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (12) confirma atraso generalizado no estabelecimento das lavouras e indica necessidade de replantio em pontos críticos. 

Canola: florescimento precoce sob risco

  • Santa Rosa – 84 % da área prevista já semeada; 10 % das plantas entraram em floração, mas parte do parque deve ser refeito por encharcamento.
  • Frederico Westphalen – 60 % da área plantada; melhor incremento proporcional desta safra, com estande considerado “satisfatório”.
  • Bagé (Manoel Viana) – produtores refazem até 20 % dos talhões; plantio chega a 80 % dos 7,3 mil ha projetados.
    A oleaginosa mantém expectativa de expansão graças a programas de fomento ligados à futura esmagadora de 700 t/dia em São Luiz Gonzaga. 

Trigo: apenas 12 % da área implantada

Solo saturado e erosões freiam a semeadura – índice é o mais baixo para o período na série recente. Em Ijuí, o avanço não passa de 8 %, e lavouras semeadas em abril emergem de forma irregular em glebas compactadas. Pelotas começa preparação de áreas, mas ainda negocia insumos. 

Aveia branca: cronograma apertado

Plantio concluído em Erechim, mas a nebulosidade segurou máquinas fora do campo em outras regiões. Frederico Westphalen semeou 45 % e aplica fungicidas; Ijuí chega a 70 %, com plântulas verde-amareladas por baixa luminosidade. 

Cevada: solo encharcado paralisa operações

Produtores de Erechim aguardam janelas de sol. Em Ijuí, o índice segue “travado” em 52 %, enquanto o cereal vale R$ 84,00 a saca de 60 kg. 

Verão: colheita no fim e contas no vermelho

  • Soja – colheita residual; produtores tentam renegociar dívidas após perdas de produtividade.
  • Milho – grãos e silagem praticamente concluídos; manejo de entressafra com coberturas vegetais.
  • Arroz – colheita encerrada, mas comercialização patina com preços abaixo do custo, elevando risco de redução de área em 2025.
  • Feijão (2ª safra) – colheita atinge 95 % em Frederico Westphalen e 51 % em Ijuí; atraso causa deterioração em talhões maduros.
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