A atividade econômica brasileira manteve o ritmo de expansão em abril. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC‑Br) — considerado termômetro mensal do Produto Interno Bruto — subiu 0,2 % na comparação dessazonalizada com março, elevando o indicador a 110,2 pontos, o maior nível da série iniciada em 2003. O resultado superou a mediana das projeções de mercado, que apontava alta de 0,1 %.
O dado consolida um quadrimestre positivo: depois de avançar 1,3 % no primeiro trimestre, o IBC‑Br acumula ganho de 3,5 % entre janeiro e abril. Na comparação com abril de 2024, o índice cresceu 2,5 %, enquanto o avanço em 12 meses chegou a 4 %.
Entre os setores, serviços — que têm maior peso no cálculo do PIB — puxaram o desempenho do mês, com alta de 0,4 %. Já a agropecuária recuou 0,9 % e a indústria cedeu 1,1 %. A rubrica de impostos subiu 0,6 %, ajudando a sustentar o resultado final.
O dado reforça a percepção de que a economia resiste ao ciclo de juros elevados: a Selic permanece em 14,75 % e o Comitê de Política Monetária se reúne nesta semana, sob expectativa majoritária de manutenção da taxa.
Com a prévia do PIB em terreno recorde, analistas avaliam que o BC deve adotar cautela antes de qualquer eventual flexibilização monetária, monitorando a inflação e o ritmo da atividade nos próximos meses.



