O governo federal planeja, ainda neste mês, apresentar ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%. O anúncio foi feito hoje pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante seminário na sede da Fiesp, em São Paulo.
A mudança, conhecida como E30, tem como objetivo reduzir a dependência do país na importação de gasolina, aproveitando o ciclo esperado de safra recorde em milho e cana-de-açúcar em 2025. A proposta ainda destaca o potencial de corte de até R$ 0,13 no preço médio do litro da gasolina no mercado interno.
O CNPE, instância presidida pelo Ministério de Minas e Energia e composta por 18 representantes, deverá analisar o tema na última semana de junho. Entre os benefícios apontados pelo governo está o estímulo à produção de biocombustíveis e a redução de emissões de carbono.
Testes realizados por instituição técnica confirmaram a viabilidade do uso da nova mistura sem causar danos aos motores dos veículos flex, abrindo caminho para um debate mais amplo sobre a futura relação com a Petrobras e a política de preços de combustíveis no país.
A alteração, porém, divide especialistas. Enquanto o governo e o setor sucroalcooleiro defendem o aumento, apontando ganhos econômicos e ambientais, alguns analistas alertam para possíveis impactos no preço final do etanol, que poderia inviabilizar o benefício ao consumidor.
Detalhes da proposta
Atual mistura: 27% de etanol anidro (E27)
Nova proposta: 30% (E30), ainda neste ano
Previsão de redução de até R$ 0,13 por litro da gasolina
Decisão final: reunião do CNPE prevista para a última semana de junho



