O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central concluirá nesta quarta-feira (18), após duas fases de avaliação, a decisão sobre a taxa Selic. O comunicado oficial está previsto para ser divulgado somente ao final do dia, após o fechamento do mercado financeiro
A reunião teve início na terça-feira (17), com exposições técnicas das áreas econômicas do BC apresentadas ao presidente Gabriel Galípolo e demais diretores do colegiado. Hoje, o comitê discute as projeções macroeconômicas para definir se mantém os juros no patamar atual de 14,75% ou realiza um novo ajuste.
O mercado está dividido: enquanto 56% das instituições consultadas esperam a manutenção da Selic em 14,75%, 44% apostam em um aumento de 0,25 ponto, para 15% ao ano — algo que representaria o nível mais alto desde julho de 2006.. Essa divisão decorre de um ambiente de incertezas, tanto internacionais quanto domésticas, que exigem cautela por parte do Copom.
Nos últimos informes, o Comitê sinalizou que a continuidade do ciclo de alta ainda está em análise, dependendo da efetividade das medidas já aplicadas e dos próximos dados econômicos
Impactos da Selic
- A Selic mais alta torna o crédito mais caro, reduzindo o consumo e ajudando a segurar a inflação, mas freia o crescimento econômico e pode elevar o desemprego.
- Juros mais altos favorecem opções de renda fixa, enquanto reduzem a atratividade da poupança e endividamento via crédito.
- Com os juros americanos estáveis, o real pode se valorizar frente ao dólar, atraindo investidores estrangeiros para ativos brasileiros



