Preço de fertilizante dispara mais de 20% em meio a conflito no Irã

Os recentes ataques e contra‑ataques entre Irã e Israel elevaram os preços globais da ureia — fertilizante essencial para o plantio de milho e soja — em mais de 20%, segundo a consultoria StoneX. Na sexta-feira, 20 de junho, o contrato CFR Brasil da ureia atingiu US$ 501/tonelada, valor que representa um salto de US$ 16 em relação à semana anterior.

A tensão geopolítica, intensificada pela intervenção dos Estados Unidos em ataques a centros nucleares iranianos em 21 de junho, ampliou o risco de desabastecimento no mercado de fertilizantes . O Irã e o Egito — grandes produtores de insumos nitrogenados — suspenderam parte de sua produção por receio de ataques, refletindo diretamente nos preços globais.

Em apenas uma semana, o valor da ureia saltou de US$ 398 para US$ 435, segundo a Argus, com aumentos de até 26% em contratos futuros, mas o mercado físico ficou praticamente paralisado por falta de vendedores.

Para o produtor brasileiro, que importa cerca de 85% dos fertilizantes, esse movimento representa grande vulnerabilidade. Estima‑se que quase 20% da ureia importada pelo país venha do Irã, um dos principais fornecedoras. Já o milho da segunda safra (safrinha) deve começar a demandar grandes volumes a partir de julho, elevando os custos de adubação e pressionando as margens

Analistas alertam que produtores que ainda não adquiriram fertilizantes para a safra 2025/26 correm risco, pois devem enfrentar preços ainda mais elevados e menor disponibilidade nos próximos meses

Panorama

  • Causa: escalada no conflito Oriente Médio e entrada dos EUA nos ataques.
  • Consequência: oferta reduzida de ureia por Irã, Egito e Egito; mercado físico estagnado.
  • Impacto no Brasil: aumento de custos de produção e queda da relação de troca (sacas de milho por fertilizante), com efeitos diretos na rentabilidade.

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