Brasil exporta mais de US$ 3 bilhões ao Irã; agro responde por 95% das vendas

Apesar das tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio, o comércio entre Brasil e Irã segue em ritmo intenso e ultrapassou a marca de US$ 3 bilhões em 2023, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O Irã figura como um dos principais destinos dos produtos agropecuários brasileiros, consolidando-se como parceiro estratégico na região.

As exportações brasileiras ao Irã somaram US$ 3,1 bilhões no ano passado. Entre os principais produtos embarcados estão o milho, que lidera a pauta com US$ 1,19 bilhão, seguido por farelo de soja (US$ 895 milhões), açúcar bruto (US$ 401 milhões) e óleo de soja (US$ 290 milhões).

O agronegócio é responsável por 95% de tudo que o Brasil vende ao Irã, evidenciando a importância da produção rural como pilar da balança comercial entre os dois países. Mesmo com sanções econômicas impostas por potências ocidentais ao regime iraniano, os produtos brasileiros continuam tendo acesso ao mercado por meio de operações ajustadas ao cenário internacional.

A importação de produtos iranianos, por outro lado, ainda é limitada. Em 2023, o Brasil comprou do país o equivalente a US$ 18,3 milhões, majoritariamente compostos por ureia (fertilizante nitrogenado), insumo essencial para a agricultura brasileira.

O saldo comercial amplamente favorável ao Brasil reflete a dependência iraniana de alimentos e commodities agrícolas, ao mesmo tempo em que abre espaço para a ampliação de acordos bilaterais no setor produtivo.

Especialistas apontam que, mesmo em um contexto global delicado, o comércio com o Irã deve seguir relevante, desde que respeitados os marcos legais internacionais e com a mediação de instituições financeiras que operam fora do alcance de sanções diretas.

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