As exportações brasileiras de carne de aves registraram queda de 21,3% nas três primeiras semanas de junho, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta segunda-feira (23). A retração é atribuída principalmente a restrições sanitárias impostas por alguns países, que reduziram o ritmo de embarques do produto.
No acumulado parcial do mês, foram exportadas em média 15,4 mil toneladas por dia útil, totalizando cerca de 169 mil toneladas. Em igual período de 2024, a média diária era de 19,6 mil toneladas. A receita com as exportações também encolheu: queda de 20,8%, somando US$ 305,2 milhões.
O cenário reflete embargos temporários aplicados por mercados como Japão e África do Sul, que suspenderam compras de determinados frigoríficos brasileiros após a confirmação de focos isolados de influenza aviária em aves silvestres. Embora os casos não tenham envolvido granjas comerciais, os impactos na imagem sanitária do país afetaram a confiança de alguns parceiros.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que segue dialogando com as autoridades internacionais para esclarecer os protocolos adotados no Brasil e buscar a normalização dos embarques. A entidade destaca que a produção nacional segue segura e que o país mantém status de livre da doença em plantéis comerciais.
Mesmo com o recuo em junho, o acumulado do ano ainda aponta alta nas exportações de carne de frango, com crescimento superior a 3% até o fim de maio. A expectativa do setor é que, com a reabertura gradual dos mercados, o segundo semestre possa recuperar parte das perdas recentes.



