O mercado de grãos registrou movimento de baixa simultânea no início desta semana, afetando tanto o milho quanto a soja, em cenários distintos, mas sob a mesma influência: o clima favorável nos Estados Unidos e uma safra doméstica robusta.
Soja recua em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionados por condições meteorológicas ideais nos Estados Unidos e por fraca demanda comercial entre EUA e China, com negociações ainda travadas O contrato de julho recuou cerca de 0,12%, negociado a US$ 1.056,00 por bushel, enquanto o de agosto caiu 0,29%, cotado a US$ 1.047,75, refletindo realização de lucros e menor interesse comprador.
Milho cai na B3 e em Chicago
No mercado interno, o milho registrou baixa na B3. O contrato de julho/25 fechou em torno de R$ 63,16, com leve alta no dia, mas acumulando queda semanal.
Já o milho negociado em Chicago viu recuos entre 1% e 3,5%, influenciado por clima favorável nos EUA, avanço da semeadura, maiores estoques e pressão de vendedores técnicos.
Fatores em comum que pressionam os grãos
Clima nos EUA: Chuvas bem distribuídas e temperaturas amenas favorecem o desenvolvimento das safras de milho e soja, reduzindo riscos e auxiliando a colheita.
Oferta crescente no Brasil: Safra brasileira robusta pressiona os preços internos, especialmente no milho, já que o excedente competitivo limita a valorização.
Real mais forte: O câmbio valorizado restringe o repasse de altas ao mercado interno, colaborando para pressionar os preços em reais.



