Soja inicia a semana com negócios lentos, prêmios em alta no RS e pressão sobre preços no PR

O mercado da soja no Rio Grande do Sul começou a semana com ritmo lento de negociações, mesmo diante da valorização dos prêmios. No porto, a saca para entrega em junho foi cotada a R$ 135,80, com leve recuo de 0,15%. No interior do estado, os preços giraram em torno de R$ 131 por saca em praças como Cruz Alta, Passo Fundo, Ijuí e Santa Rosa, com pagamentos previstos para os primeiros dias de julho. Em Panambi, os valores subiram para R$ 119 na modalidade “de pedra”.

Em Santa Catarina, o movimento de comercialização segue restrito. A soja foi cotada a R$ 133 por saca no porto de São Francisco do Sul, refletindo retração dos prêmios de exportação e queda nas cotações internacionais, o que tem mantido os produtores afastados do mercado.

No Paraná, a pressão sobre os preços impõe maior resistência nas negociações. Em Paranaguá, a cotação ficou praticamente estável em R$ 133,37. Em Cascavel, o preço recuou para R$ 119,69, enquanto Maringá registrou alta de 0,56%, alcançando R$ 122,37. Já em Ponta Grossa, a saca subiu 1,16%, cotada a R$ 123,48.

No Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou movimentos mistos. Dourados registrou alta de 0,21%, com preço a R$ 119 por saca, mesmo valor observado em Campo Grande e Maracaju. Em Sidrolândia, os preços permaneceram estáveis. Já em Chapadão do Sul, houve recuo de 5,05%, com a saca caindo para R$ 112,75.

O início da semana reforça um cenário de comercialização travada, com oscilações pontuais de preços e prêmios regionais. Produtores e compradores mantêm postura cautelosa diante das incertezas logísticas, cambiais e do comportamento do mercado internacional.

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