A cotação da soja registrou alta tímida na manhã de hoje (2), na Bolsa de Chicago, impulsionada principalmente pela valorização do óleo de soja. Por volta das 7h20 (horário de Brasília), os contratos futuros da oleaginosa operavam com ganhos entre 2,50 e 5,50 pontos. O contrato para julho era negociado a US$ 10,27 por bushel, enquanto o vencimento de novembro, referência para a nova safra dos Estados Unidos, estava em US$ 10,31 por bushel.
Apesar do leve avanço, o mercado continua pressionado pela ausência de fatores altistas mais sólidos. A safra norte-americana segue com bom desenvolvimento, sem sinais de ameaças climáticas relevantes, o que limita os movimentos de alta. Além disso, a demanda pela soja dos EUA permanece lenta, com a China — principal compradora global — ainda distante das compras no mercado internacional.
O que sustentou parcialmente os preços nesta sessão foi o desempenho do óleo de soja, que subia mais de 1,3% e era cotado a 54,35 cents de dólar por libra-peso. O farelo de soja, por outro lado, recuava 0,52%, negociado a US$ 286,10 por tonelada curta. Analistas destacam que a valorização contínua do óleo tem oferecido algum suporte às cotações da soja em grão, mesmo diante das boas condições das lavouras nos EUA.
Com isso, o mercado segue em compasso de espera por novos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), como os relatórios de área plantada e estoques trimestrais, que poderão trazer mais clareza sobre o rumo dos preços nas próximas semanas. Enquanto isso, a ausência da China nas compras e a manutenção do cenário favorável nos campos norte-americanos mantêm o viés de cautela nas negociações.



