Os preços do café registraram forte alta nesta quinta-feira (3), impulsionados pela previsão de queda acentuada nas temperaturas em importantes regiões produtoras. A possibilidade de geadas e o impacto do frio sobre o desenvolvimento das lavouras têm gerado preocupação no mercado, estimulando uma reação altista nas cotações.
De acordo com levantamento da Agrolink, o café arábica tipo 6, bebida dura, foi negociado a R$ 1.364 por saca de 60 quilos na região de Franca (SP), o que representa uma valorização de 1,50% em relação ao dia anterior. Em Varginha (MG), referência do mercado mineiro, o preço alcançou R$ 1.380 por saca, com alta de 1,10%.
A movimentação de preços reflete, principalmente, o temor de que o frio atinja as lavouras em período sensível de desenvolvimento, comprometendo parte da safra futura e reduzindo a oferta disponível. Minas Gerais e o sul de São Paulo, regiões de forte concentração produtiva, estão entre as áreas mais suscetíveis a quedas bruscas de temperatura nesta época do ano.
O movimento de alta também é reforçado pela atuação de compradores no mercado físico, que buscam antecipar aquisições diante da incerteza climática e da recente volatilidade do dólar. A demanda por café segue firme, tanto no mercado interno quanto nas exportações, e os estoques mais ajustados ampliam a pressão sobre os preços.
Com o avanço das previsões meteorológicas e a aproximação de uma possível onda de frio, o mercado mantém a atenção redobrada. A expectativa é de que, caso o clima confirme os riscos apontados, os valores continuem sustentados nos próximos dias.



