O governo federal trabalha na reformulação do modelo de seguro rural, com previsão de lançamento ainda antes do início da próxima safra de verão. A proposta, atualmente em fase final de estudos técnicos, deve ser apresentada entre agosto e setembro e busca oferecer aos produtores maior proteção diante dos efeitos de eventos climáticos extremos, como os registrados recentemente no Rio Grande do Sul.
Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a ideia central é tornar o seguro rural mais eficiente, com a adoção de mecanismos paramétricos, que utilizam dados climáticos como base para indenizações, reduzindo custos e facilitando a adesão dos produtores. A medida também visa ampliar o alcance do seguro, que, mesmo com investimentos anuais da ordem de R$ 1 bilhão, ainda não cobre a totalidade dos riscos enfrentados no campo.
Uma das mudanças em análise é a obrigatoriedade da contratação do seguro como condição para o acesso a crédito rural subsidiado pelo governo. A proposta se assemelha a exigências comuns no mercado, como a obrigatoriedade de seguro em financiamentos de veículos, e depende de alteração na legislação para ser efetivada.
Outra frente em discussão é a possível integração entre o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e o Proagro, este último voltado especialmente aos pequenos produtores e com orçamento estimado em R$ 5,7 bilhões em 2025. A unificação permitiria maior racionalização dos recursos e expansão da cobertura.
O novo modelo, segundo o governo, pretende garantir mais segurança financeira ao produtor rural e estimular práticas de gestão de risco, fortalecendo a sustentabilidade econômica do setor agropecuário diante de um cenário de instabilidade climática crescente.



