Durante a 17ª Cúpula dos BRICS, realizada nesta semana, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou o papel estratégico do bloco na busca por um comércio global mais justo e menos protecionista. Para ele, a articulação entre os países que compõem o grupo pode ser decisiva para restaurar o equilíbrio nas relações comerciais, diante de um cenário marcado por barreiras tarifárias impostas por economias desenvolvidas.
Fávaro criticou diretamente o aumento de medidas protecionistas por parte dos Estados Unidos, afirmando que, ao sobretaxar alimentos, o país dificulta o combate à fome e fere os princípios de livre mercado. O ministro reforçou que o Brasil atua com uma política de comércio aberta, sem retaliações, buscando ampliar o acesso de seus produtos aos mercados internacionais.
Durante sua participação no encontro, o ministro citou como exemplo positivo a reabertura do mercado de carne bovina brasileira para a Indonésia, articulada com apoio dos BRICS. A medida foi celebrada como avanço no diálogo comercial do bloco com outras nações e como uma vitória para o agronegócio brasileiro.
Na avaliação do governo, a cooperação entre os países do BRICS — que juntos representam cerca de metade da população mundial — deve ser usada para fortalecer o multilateralismo e criar novas oportunidades comerciais, especialmente para produtos agrícolas e alimentos.
A declaração ocorre em um momento de intensas negociações comerciais e reposicionamento estratégico do Brasil nos fóruns internacionais. O país tem buscado ampliar sua presença em mercados emergentes e se posicionar como um fornecedor confiável de alimentos e matérias-primas no cenário global.



