A poupança registrou em junho de 2025 uma captação líquida de R$ 2,124 bilhões, marcando o segundo mês consecutivo em que os depósitos superaram os saques. No mês, os brasileiros depositaram R$ 365,673 bilhões, enquanto os resgates totalizaram R$ 363,549 bilhões. Com os rendimentos creditados nas contas, no valor de R$ 6,372 bilhões, o estoque total da poupança alcançou R$ 1,019 trilhão.
Mesmo com a reação nos últimos dois meses, o saldo do primeiro semestre ainda está negativo. De janeiro a junho, os saques líquidos somaram R$ 49,649 bilhões, reflexo da forte retirada observada nos primeiros quatro meses do ano. O resultado de junho, no entanto, sinaliza uma recuperação parcial do apetite dos brasileiros por essa modalidade de investimento.
No recorte por categoria, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) respondeu por uma entrada líquida de R$ 673 milhões, enquanto a poupança rural contribuiu com R$ 1,45 bilhão. Ambos os segmentos também vêm de dois meses seguidos de captação positiva.
A melhora ocorre em um cenário de juros ainda elevados, o que tradicionalmente reduz a atratividade da poupança frente a outras aplicações. Mesmo assim, a caderneta se manteve como uma opção segura e acessível, especialmente diante da instabilidade econômica e das incertezas no mercado financeiro.
A continuidade desse movimento dependerá da evolução da política monetária e do comportamento dos investidores nos próximos meses. A tendência de estabilização pode indicar um novo ciclo de confiança na poupança por parte das famílias brasileiras.



