Planos de saúde acumulam alta de até 383% em uma década; reajuste de 2025 desacelera para 6,06%

O reajuste dos planos de saúde individuais e familiares, regulados pela ANS, terá um teto de 6,06% no ciclo entre maio de 2025 e abril de 2026. A decisão vale para cerca de 8,6 milhões de usuários, o que representa aproximadamente 16% dos beneficiários do país. O índice é o menor dos últimos três anos e reflete uma tendência de desaceleração — após aumentos de 15,5% em 2022, 9,63% em 2023 e 6,91% em 2024.

Apesar da queda pontual, o impacto financeiro no bolso do consumidor segue expressivo. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), alguns planos individuais chegaram a acumular alta de até 383% entre 2014 e 2024 — o que representa um crescimento até seis vezes superior à inflação oficial medida pelo IPCA no mesmo período.

Os planos coletivos, que não têm teto regulado pela ANS, continuam a ser os mais onerosos, com reajustes frequentemente acima de 20%. A diferença na metodologia de cálculo e a falta de controle sobre esses aumentos são alvo de críticas por parte de especialistas e entidades de defesa do consumidor.

O reajuste dos planos individuais considera a variação das despesas assistenciais, inflação e frequência de uso dos serviços. O novo índice será aplicado a partir do mês de aniversário do contrato, com cobrança retroativa para os meses de maio e junho.

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