Brasil se aproxima da metade mais pobre do planeta em ranking global de renda

O Brasil está cada vez mais próximo da metade inferior no ranking mundial de renda per capita em paridade de poder de compra (PPC), ocupando a 87ª posição em 2025, com possibilidade de cair para a 89ª até o fim da década. Esse cenário o coloca perto dos 50% dos países mais pobres do planeta.

No início dos anos 2010, o país estava na 80ª posição, o que evidencia uma trajetória de estagnação econômica ao longo dos últimos anos. Atualmente, o Brasil está a apenas nove posições dos países que compõem a metade inferior da lista, refletindo quatro décadas de crescimento praticamente nulo.

A renda média dos 50% mais pobres da população brasileira é estimada em cerca de R$ 500 por mês — valor inferior ao de países com economias menores, como Índia e Indonésia. Essa parcela da população não tem apresentado avanços significativos, enquanto a alta da taxa de juros, que gira em torno de 15% ao ano, e o aumento do custo de vida dificultam qualquer melhora econômica.

Especialistas alertam que a baixa poupança da população, agravada pelos saques recordes no primeiro semestre de 2025, reduz o capital disponível para crédito imobiliário, investimentos e geração de empregos. Sem reformas econômicas estruturantes e com a taxa de juros real elevada, a recuperação do país pode ficar cada vez mais distante.

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