ONS deve recomendar retorno do horário de verão para enfrentar déficit de energia

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avalia recomendar o retorno do horário de verão ainda neste ano como medida para enfrentar o déficit de potência identificado no planejamento do setor para o período de 2025 a 2029. A decisão precisa ser tomada até agosto para que haja tempo hábil de implementação.

De acordo com o diretor de Planejamento do ONS, a adoção do horário de verão poderia reforçar em até 2 gigawatts o Sistema Interligado Nacional (SIN) nos momentos de pico de consumo, especialmente no fim da tarde e início da noite.

Embora a capacidade de geração de energia no país esteja crescendo, o avanço está concentrado em fontes solares, que não contribuem durante o horário de maior demanda. Esse cenário tem elevado o risco de insuficiência de potência, especialmente entre os meses de outubro e novembro.

Como alternativas adicionais, o ONS também considera o acionamento de termelétricas, a antecipação de projetos contratados no último leilão de capacidade e a importação de energia de países vizinhos.

Outra medida já em andamento é a contratação de grandes consumidores para reduzirem voluntariamente sua demanda nos momentos críticos, em troca de compensações financeiras. A expectativa é que os resultados dessa estratégia sejam mais expressivos que no ano anterior.

Diante desse cenário, o operador defende a realização de um novo leilão de reserva de capacidade para 2026, com o objetivo de ampliar a segurança energética do sistema.

O horário de verão havia sido extinto em 2019, sob o argumento de que não havia mais impacto significativo na economia de energia. Com o novo cenário, a medida volta a ser considerada como uma solução temporária diante da pressão sobre o sistema elétrico nacional.

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