Governo divulga preços mínimos da safra 2025/26 com alta para milho e mandioca e queda na soja

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 812, que estabelece os preços mínimos para os produtos de verão e regionais da safra 2025/26. Os valores, válidos até maio de 2027 para algumas culturas, têm como objetivo garantir uma remuneração mínima ao produtor e mitigar os efeitos da oscilação de mercado.

A medida faz parte da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), mecanismo tradicional de apoio ao setor agrícola, em conjunto com o Conselho Monetário Nacional (CMN).

Entre os destaques, o milho no Nordeste teve aumento de até 14,5%, e a mandioca no Norte e Nordeste foi reajustada em 12,5%. Já o preço mínimo da soja sofreu redução de 6,87% em nível nacional, sendo fixado em R$ 71,04 por saca de 60 kg.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foi responsável pelos estudos técnicos que fundamentaram os valores. Os cálculos consideram custos de produção e médias de preços internos e internacionais.

A definição dos preços mínimos serve como referência para as políticas públicas, como aquisições governamentais e subvenções, caso os valores de mercado fiquem abaixo dos pisos estabelecidos. Nesses casos, o governo pode atuar diretamente no mercado para proteger a renda do produtor.

Especialistas apontam que o anúncio antecipado dos preços mínimos é essencial para o planejamento das safras, garantindo previsibilidade e incentivando investimentos na produção agrícola.

A portaria contempla produtos como arroz, feijão, leite, algodão, cacau, milho, mandioca e borracha, com ajustes que refletem a realidade de cada região produtora e a variação dos custos agrícolas. A expectativa do governo é que os novos valores ajudem a manter o equilíbrio entre oferta, demanda e renda no campo durante o próximo ciclo agrícola.

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