Os mercados futuros de milho e soja registraram movimentos opostos nesta segunda-feira (14), refletindo o impacto de fatores externos como câmbio, clima e ritmo das exportações internacionais.
Milho em alta
Na B3, os contratos futuros de milho encerraram o dia em alta, impulsionados pela valorização do dólar frente ao real e pelo desempenho positivo na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em julho/25 subiu R$ 0,08, fechando a R$ 63,07, acumulando alta de R$ 1,46 na semana. O contrato de setembro/25 teve avanço de R$ 0,13, para R$ 64,11 (+R$ 2,17 na semana), enquanto novembro/25 registrou alta de R$ 0,05, encerrando a R$ 67,28, com ganho semanal de R$ 1,06.
Na Bolsa de Chicago, os contratos de setembro — referência para a safrinha brasileira — subiram 1,01%, cotados a US$ 4,00 por bushel. Já o vencimento de dezembro teve valorização de 1,39%, a US$ 4,18/bushel. Apesar de os embarques de milho em julho estarem 9,5% abaixo do mesmo período do ano passado, analistas esperam uma aceleração a partir de agosto.
No Brasil, mesmo com a entrada da segunda safra e o aumento da oferta pressionando o mercado físico, os contratos futuros seguem sustentados pela taxa de câmbio.
Soja em queda
Enquanto o milho sobe, a soja recuou na Bolsa de Chicago. O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e a demanda externa enfraquecida puxaram os preços para baixo. O contrato de agosto, referência para o mercado brasileiro, caiu 0,32%, para US$ 10,01/bushel. O contrato de setembro recuou 0,18%, encerrando o pregão a US$ 9,93/bushel.
Os embarques semanais da oleaginosa à China totalizaram apenas 147,0 mil toneladas, volume inferior ao da semana anterior e abaixo das expectativas, que variavam entre 200 mil e 500 mil toneladas.
Nos subprodutos, o farelo de soja também fechou em queda, recuando 0,96%, para US$ 267,70 por tonelada. O óleo de soja, por outro lado, avançou 0,78%, encerrando o dia a US$ 54,17 por libra-peso.



