Diante de um mercado interno com preços retraídos e custos de produção elevados, a Cooperativa Agroindustrial dos Arrozeiros de Alegrete (Caal), no Rio Grande do Sul, está apostando na exportação de arroz beneficiado como alternativa para garantir melhor rentabilidade aos produtores e ampliar canais de comercialização.
Com a colheita da safra 2023/24 praticamente finalizada, a cooperativa já enviou três contêineres de arroz para Cuba e tem expectativa de expandir os embarques nas próximas semanas. A estratégia mira novos mercados, com foco inicial na América Central e no Caribe, onde há maior demanda por arroz polido e parboilizado.
Segundo o presidente da Caal, César Ney Damé, a medida busca reduzir a dependência do mercado interno, que atualmente enfrenta queda nos preços pagos ao produtor. “A exportação permite maior equilíbrio e competitividade. Temos qualidade e tecnologia para isso”, destacou.
A Caal também está intensificando ações para certificação de qualidade e rastreabilidade, exigências cada vez mais comuns no comércio internacional. A estrutura da cooperativa permite o processamento e embarque direto do arroz beneficiado, o que agiliza negociações com importadores.
O Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz, e muitas cooperativas buscam alternativas para escoar a produção diante do cenário desafiador no mercado interno, que inclui altos custos logísticos, queda no consumo e aumento da oferta.



