Governo brasileiro envia nova carta aos EUA e manifesta indignação com tarifa de 50% sobre aço e alumínio

O governo brasileiro enviou nesta semana uma nova carta oficial ao governo dos Estados Unidos manifestando “profunda indignação” com a decisão norte-americana de impor uma tarifa de 50% sobre as importações de aço e alumínio procedentes do Brasil. A medida, anunciada pela gestão do presidente Joe Biden em maio, passa a valer a partir de 1º de agosto.

O documento, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi encaminhado à representante de Comércio dos EUA, Katherine Tai. Na carta, o governo do Brasil pede a abertura imediata de um canal formal de negociação bilateral e afirma que a tarifa é “injustificável”, além de colocar em risco os laços econômicos e diplomáticos entre os dois países.

Essa é a segunda manifestação oficial enviada pelos brasileiros desde que a Casa Branca confirmou a sobretaxa. No novo texto, o Itamaraty argumenta que a imposição do tributo contraria os princípios da Organização Mundial do Comércio (OMC), e reforça que o Brasil não representa ameaça à indústria norte-americana.

A carta também destaca que o setor brasileiro de siderurgia e alumínio segue práticas de mercado e não recebe subsídios que distorcem a concorrência. O governo federal teme que a medida afete diretamente as exportações e o emprego em segmentos estratégicos da indústria nacional.

Fontes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) afirmaram que o Brasil ainda aguarda uma resposta formal de Washington e que, até o momento, não houve avanço concreto para reverter a tarifa. A expectativa é de que o tema volte a ser discutido em fóruns multilaterais, como a OMC ou o G20.

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