Os encargos setoriais na conta de luz atingirão R$ 47 bilhões neste ano, segundo estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Este valor recorde será majoritariamente suportado pelos consumidores residenciais e demais usuários do mercado cativo.
O principal impulsionador desse aumento foi o acréscimo de 32% no orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que remunera subsídios diversos na geração e compra de energia. O incremento representa R$ 12 bilhões adicionais nesta rubrica.
De acordo com a consultoria PSR, o aumento médio na conta será de 5,4%, enquanto projeções da Volt Robotics indicam que consumidores das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste verão reajustes entre 4,9 % e 5,9 % ainda em 2025. Nas demais regiões do país, o impacto deverá variar de 2,3 % a 3,6 %.
A Aneel explicou em nota técnica que o principal motor do aumento foram os subsídios concedidos a geradores e consumidores que utilizam fontes incentivadas, como solar e eólica. Essas empresas contam com descontos de cerca de 50% nas tarifas de distribuição e transmissão, benefício que não alcança os consumidores residenciais. Somente esse subsídio gerou um impacto de R$ 4,2 bilhões em comparação com 2024
Analistas do setor avaliam que o recuo dos encargos pode ser limitado, pois cresce a participação das energias renováveis, demandando continuidade nos subsídios — uma tendência que tende a perpetuar os efeitos tarifários.



