O mercado internacional de grãos encerrou a quinta-feira (17) com movimentos distintos para soja e milho. Enquanto a soja registrou alta na Bolsa de Chicago impulsionada pela demanda por óleo vegetal, o milho teve desempenho misto: avanço nos contratos da B3 e queda nas cotações norte-americanas.
A valorização da soja foi puxada principalmente pelo óleo, que subiu 2,55% e encerrou o dia cotado a US$ 56,22 por libra-peso. A alta reflete o crescimento da demanda para produção de biodiesel nos Estados Unidos. Além disso, especulações sobre um possível acordo de exportação de farelo com a Indonésia também contribuíram para o cenário otimista.
Na Bolsa de Chicago, o contrato da soja com vencimento em agosto subiu 0,81%, atingindo US$ 1.021,50 por bushel. O vencimento de setembro avançou 0,62%, fechando em US$ 1.012,00. O farelo de soja teve leve alta de 0,11%, cotado a US$ 268,70 por tonelada curta.
Já o milho apresentou cenário mais dividido. No mercado brasileiro, os contratos futuros negociados na B3 encerraram o dia em alta. O contrato de setembro/25 avançou R$ 0,45, para R$ 64,48, acumulando ganho semanal de R$ 1,53. Novembro/25 subiu R$ 0,20 e fechou a R$ 67,77, enquanto janeiro/26 teve leve alta de R$ 0,07, atingindo R$ 71,62.
Apesar da recuperação no mercado futuro, o ritmo das negociações no Brasil segue lento, com compradores aproveitando retrações pontuais nos preços. A colheita da segunda safra ainda avança devagar, o que contribui para a cautela nos negócios físicos.
Em Chicago, o milho registrou queda pressionado por dados negativos das exportações dos Estados Unidos. Houve redução de 69% nas vendas externas na semana e o cancelamento de aproximadamente 470 mil toneladas que seriam enviadas ao México. Como reflexo, o contrato de setembro recuou 0,80%, fechando em US$ 402,00 por bushel. O vencimento de dezembro caiu 0,71%, encerrando o dia a US$ 421,00.
O mercado de grãos segue atento aos desdobramentos do clima no hemisfério norte, à logística brasileira e às tensões comerciais, especialmente após os anúncios de tarifas de importação por parte dos EUA sobre produtos brasileiros, como a carne e o petróleo. Esses fatores seguem influenciando o comportamento das cotações nas principais bolsas globais.



