O plantio de trigo no Rio Grande do Sul segue avançando após semanas de atrasos causados pelo excesso de chuvas no início do inverno. Segundo dados da Emater-RS, até esta semana, cerca de 75% da área estimada para a safra 2025 já havia sido semeada. No entanto, em diversas regiões, o trabalho está sendo realizado fora da janela ideal, o que acende um alerta quanto ao potencial produtivo das lavouras.
A recuperação do ritmo nos últimos dias se deve à melhora nas condições climáticas, que permitiram aos produtores intensificaram o plantio em municípios das regiões Norte, Noroeste e Missões. Mesmo assim, os técnicos apontam que a semeadura fora do período recomendado pode deixar as lavouras mais vulneráveis a doenças e a interferências do clima nas fases críticas do desenvolvimento.
A expectativa inicial era de que a maior parte da semeadura ocorresse até o fim de junho, mas o excesso de umidade no solo impediu o avanço das máquinas em muitas propriedades. Com o atraso, os agricultores buscam alternativas para reduzir os impactos, como o uso de cultivares de ciclo mais curto e ajustes no manejo das lavouras.
Apesar do cenário desafiador, o otimismo se mantém entre os produtores. A projeção da Emater-RS é de uma área plantada superior a 1,4 milhão de hectares, com potencial para uma boa produtividade, desde que o clima colabore ao longo do ciclo. O trigo tem papel estratégico na recuperação econômica do campo após as perdas provocadas pelas enchentes e se consolida como uma das principais apostas para a safra de inverno no estado.



