A prévia da inflação oficial no Brasil, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), subiu 0,42% em julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (25). O resultado representa a maior variação para o mês desde 2022, quando o índice registrou queda de 0,73% no mesmo período, influenciada pela redução de impostos sobre combustíveis.
Com o avanço, o acumulado de 12 meses atingiu 4,14%, superando os 3,93% registrados até junho e aproximando-se do teto da meta de inflação do Banco Central, fixada em 4,5% para o ano.
O grupo de alimentação e bebidas exerceu o maior impacto no índice, com alta de 1,50%, puxada principalmente pelos aumentos em itens como cebola (7,52%), leite longa vida (4,97%) e arroz (2,25%). Também se destacaram reajustes no grupo saúde e cuidados pessoais, influenciados por produtos farmacêuticos.
Apesar da pressão em alguns segmentos, o grupo de transportes apresentou leve recuo (-0,04%), refletindo estabilidade nos preços dos combustíveis. Já a energia elétrica residencial teve alta de 0,61%, contribuindo com o avanço no grupo habitação.
O resultado reforça o desafio do controle inflacionário no segundo semestre, em meio às incertezas do cenário econômico e às variações climáticas que seguem impactando o preço dos alimentos.



