Presidente dos Estados Unidos oficializou mais 40% de taxa para produtos brasileiros, o que totaliza os 50% anunciados anteriormente pela Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump assinou o decreto que oficializa a imposição de tarifas de 50% sobre uma série de produtos importados do Brasil. A medida, já esperada pelo setor produtivo brasileiro, eleva a tensão comercial entre os dois países e deve impactar diretamente cadeias como as de aço, alimentos processados e insumos agrícolas.
O novo pacote tarifário, que começará a valer a partir de agosto, faz parte da estratégia de Trump para proteger a indústria americana e pressionar parceiros comerciais a renegociar acordos considerados desvantajosos. Com o decreto, o Brasil entra na lista de países que serão alvo de retaliações comerciais caso não ajustem suas políticas de exportação ou ampliem suas concessões ao mercado norte-americano.
A decisão repercutiu fortemente entre empresários brasileiros e entidades de classe, que alertam para os efeitos econômicos da medida. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e outras lideranças já iniciaram articulações com o governo federal em busca de uma resposta diplomática que evite prejuízos maiores às exportações nacionais.
O Ministério das Relações Exteriores informou que está avaliando as opções jurídicas e comerciais diante da escalada tarifária, ao mesmo tempo em que tenta manter o canal de diálogo aberto com Washington. A expectativa é de que o tema seja discutido também no âmbito do Mercosul e da Organização Mundial do Comércio (OMC).



