O mercado de grãos apresentou movimentos divergentes nesta terça-feira (05), com a soja registrando alta na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o milho fechou misto na B3 e renovou mínimas na bolsa americana. A soja foi impulsionada por uma correção técnica e por dados de embarque que superaram as expectativas, enquanto o milho foi pressionado pelas expectativas de uma safra recorde nos Estados Unidos.
A soja, que havia atingido o menor nível em quatro meses, viu sua cotação subir após o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicar embarques de 612.539 toneladas entre 25 e 31 de julho, um valor significativamente maior do que o da semana anterior. No entanto, o mercado da oleaginosa continua sob pressão devido à ausência da China e às tensões comerciais. O contrato para agosto fechou em alta de 0,75%, a US$ 969,00, e o de setembro subiu 0,59%, encerrando a US$ 975,25.
Já o milho, tanto na B3 quanto em Chicago, teve um dia de pressão. Na bolsa brasileira, os contratos fecharam mistos, refletindo a tensão entre as altas projeções de produtividade e os atrasos na colheita. Apesar da resistência nos preços no interior do país, o mercado doméstico dá sinais de enfraquecimento com os compradores aguardando novas quedas. Em Chicago, os preços atingiram as menores cotações da temporada, impulsionados pela perspectiva de uma grande safra americana e pelo avanço da colheita brasileira. O contrato de setembro fechou a US$ 3,87/bushel e o de dezembro a US$ 4,07/bushel, com 72% da safra americana classificada como boa a excelente, sugerindo uma produtividade potencial acima de 400 milhões de toneladas.



