O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou durante a 5ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), nesta terça-feira (5), que 4% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão diretamente afetadas pelo tarifaço anunciado pelo governo americano. Destes, mais da metade — ou seja, mais de 2% — deve ser redirecionada a outros mercados em curto ou médio prazo.
Haddad ressaltou que, mesmo diante de números relativamente baixos no total exportado, setores sensíveis como a fruticultura requerem atenção especial. Por isso, o governo continuará vigilante e preparado, afirmando que “não vai baixar a guarda”.
Contexto das exportações aos EUA:
- Atualmente, cerca de 12% das exportações brasileiras têm os Estados Unidos como destino, percentual menor do que o observado há anos devido à diversificação de mercados.
- Entre os produtos mais vulneráveis estão commodities que podem ser facilmente redirecionadas, embora setores mais específicos e voltados à indústria sob medida representem maior risco administrativo.
Estratégia de resposta do governo:
Para mitigar os efeitos do tarifaço, a equipe econômica estuda medidas como suporte financeiro e auxílio aos setores mais impactados, que incluem também programas de crédito subsidiado e possíveis incentivos fiscais. A abordagem busca proteger trabalhadores e produtores locais sem comprometer a sustentabilidade fiscal.
Em paralelo, Haddad apontou a agenda de abertura de novos mercados bilaterais e ressaltou que o Brasil permanece atento à manutenção de sua soberania e integridade comercial diante do cenário geopolítico atual.



