Analistas de mercado consultados pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda estimam agora um déficit primário de R$ 70,877 bilhões para 2025, conforme o boletim Prisma Fiscal de junho. Esse valor representa uma melhora em relação à previsão anterior, de julho, que apontava um rombo de R$ 72,107 bilhões, embora ainda esteja distante da meta fiscal prevista para o ano.
O País havia inicialmente planejado zerar o déficit em 2024 e registrar um superávit em 2025, mas a meta foi ajustada no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). Agora, a expectativa para 2025 é de um resultado neutro, equivalente a 0% do Produto Interno Bruto (PIB).
Para 2026, a estimativa também foi revisada positivamente: o déficit projetado caiu de R$ 89,374 bilhões para R$ 81,063 bilhões. O governo mantém a meta de superávit primário de 0,25% do PIB para esse ano.
O relatório fiscal mostra ainda crescimento nas expectativas de arrecadação: a previsão para receitas federais em 2025 subiu de R$ 2,878 trilhões para R$ 2,882 trilhões, enquanto a estimativa para 2026 passou de R$ 3,048 trilhões para R$ 3,080 trilhões.
Quanto à receita líquida do Governo Central, a projeção foi elevando de R$ 2,318 trilhões para R$ 2,323 trilhões em 2025, e de R$ 2,482 trilhões para R$ 2,491 trilhões em 2026. Do lado dos gastos, as despesas totais previstas para 2025 passaram de R$ 2,394 trilhões para R$ 2,395 trilhões, com leve alta também para 2026, de R$ 2,574 trilhões para R$ 2,577 trilhões.
Também houve melhora da previsão para a dívida bruta do governo geral: para 2025, a expectativa caiu de 80,00% para 79,80% do PIB, e para 2026, de 84,10% para 83,87%.



