Soja recua em Chicago após realização de lucros e cancelamentos de exportações

Na quinta-feira, 14 de agosto de 2025, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em baixa, pressionados pela realização de lucros e por cancelamentos recentes de exportações.

O contrato para setembro, referência para a safra brasileira, caiu 1,61% (US$ 16,5 c/bushel), negociado a US$ 1.007,50. Já o vencimento de novembro encerrou em queda de 1,50% (US$ 15,75 c/bushel), cotado a US$ 1.028,50. No mercado de derivados, o farelo para setembro recuou 0,94%, a US$ 284,30 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja caiu 2,62%, alcançando US$ 51,99 por libra-peso.

O movimento de baixa interrompeu uma sequência de três sessões de alta consecutivas, nas quais o preço da soja havia recuperado cerca de 60 centavos em relação às mínimas da semana anterior. Para Jack Scoville, do Price Group, “embora haja menos oferta, o mercado ainda não acredita que a China vá comprar em breve, o que mantém a pressão sobre os preços”.

A TF Agroeconômica observou que, apesar das vendas semanais da safra nova estarem acima da média esperada, os cancelamentos geram preocupação, especialmente a três semanas do encerramento do ano comercial.

No aspecto climático, a previsão de tempo seco para a maior parte do cinturão produtor de soja e milho nos EUA ajudou a conter uma queda mais acentuada nos preços, com exceção da região norte do cinturão, onde há expectativa de chuva — fator que pode sustentar parte da demanda futura.

Além disso, dados do USDA indicam que, entre 1º e 7 de agosto de 2025, houve cancelamentos de 377,6 mil toneladas de soja, ante vendas efetivas de 467,8 mil toneladas. O temor de novos cancelamentos nas próximas semanas — no momento crítico de encerramento do ciclo comercial — segue impactando as perspectivas de exportação.

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