As exportações brasileiras de carne de frango devem registrar queda de até 2% em 2025, totalizando cerca de 5,2 milhões de toneladas, segundo projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A revisão para baixo, em comparação à expectativa anterior de crescimento de 1,9%, ocorre principalmente por causa dos embargos comerciais impostos por grandes importadores após o registro do primeiro caso de gripe aviária em granja no sul do país, em maio.
Apesar do recuo nas vendas externas de frango, a ABPA projeta crescimento em outros setores:
- Produção doméstica de carne de frango: deve avançar até 3%, chegando a 15,4 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento do consumo interno, que pode subir até 5,4% per capita.
- Exportações de ovos: devem disparar quase 117%, atingindo 40 mil toneladas, puxadas pela forte demanda dos Estados Unidos, que enfrentam escassez interna em razão da gripe aviária.
- Carne suína: a produção deve crescer 2,2%, enquanto as exportações podem avançar 7,2%.
A crise sanitária, embora rapidamente controlada pelo governo, trouxe novos desafios à indústria avícola nacional. Países como China e União Europeia, principais destinos da carne brasileira, mantêm restrições às compras, enquanto outros, como a África do Sul, começaram a flexibilizar os embargos.



