As exportações brasileiras de máquinas agrícolas para os Estados Unidos podem ganhar um alívio parcial em meio às tensões comerciais. A possibilidade de redução das tarifas americanas sobre produtos derivados de aço e alumínio, incluindo o maquinário do agronegócio, foi anunciada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, o que pode representar uma folga de US$ 2,6 bilhões para o setor.
Apesar do otimismo, o cenário ainda enfrenta incertezas. As negociações com o governo americano permanecem estagnadas, conforme apontou Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) alerta que as tarifas de 50% podem impactar a indústria em R$ 24 bilhões anualmente, comprometendo o crescimento previsto para 2025 e já causando uma retração de 15,1% nas exportações do setor.
A indústria de máquinas agrícolas já sente os efeitos da baixa demanda e da queda nos preços internacionais, com uma retração de 4,3% nas exportações no primeiro semestre do ano, mesmo com o volume de exportações de junho atingindo US$ 1,05 bilhão. Para mitigar os impactos, o governo brasileiro solicitou urgência na tramitação do Plano Brasil Soberano e de um projeto de lei complementar com incentivos fiscais para os exportadores afetados.



