A taxa média de juros no Brasil registrou 31,4% ao ano em julho de 2025, mantendo-se em patamar elevado, apesar da queda de 0,2 ponto percentual em relação a junho. No acumulado de 12 meses, o índice apresentou alta de 3,6 pontos percentuais.
O movimento reflete a política monetária vigente, com a taxa Selic mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa do mercado é de que a Selic permaneça nesse nível até o fim do ano.
O spread bancário – diferença entre o custo de captação dos bancos e os juros cobrados dos clientes – ficou em 20,3 pontos percentuais, praticamente estável no mês, mas com avanço de 1,7 ponto em 12 meses.
Entre as modalidades de crédito, os destaques foram:
- Crédito livre para famílias: taxa de 57,7% ao ano, queda de 0,7 ponto no mês, mas alta de 5,5 pontos em um ano.
- Cartão de crédito rotativo: alcançou 446,6% ao ano, com aumento de 6,1 pontos em julho e 14,4 pontos no acumulado de 12 meses.
- Crédito livre para empresas: ficou em 25% ao ano, alta de 0,7 ponto no mês e 3,9 pontos em 12 meses.
- Crédito direcionado para pessoas físicas: chegou a 11,2% ao ano, alta de 0,1 ponto no mês.
- Crédito direcionado para empresas: ficou em 13,6% ao ano, recuo de 0,5 ponto no mês.
Em julho, as concessões de crédito somaram R$ 644,1 bilhões, uma queda de 0,3% em relação ao mês anterior. A retração foi puxada pelo recuo de 2% nas operações para empresas, enquanto o crédito às famílias avançou 2,5%. No acumulado de 12 meses, as concessões cresceram 12,3%.
O estoque total de crédito no Sistema Financeiro Nacional chegou a R$ 6,715 trilhões, alta de 0,4% no mês, puxada pelo crescimento de 0,6% no crédito às famílias. O crédito ampliado, que inclui outras fontes de financiamento além dos bancos, atingiu R$ 19,527 trilhões, avanço de 0,9%.
A inadimplência permaneceu estável em 3,8%, sendo de 4,5% entre pessoas físicas e 2,5% entre jurídicas.



