O mercado do etanol hidratado vivenciou um movimento atípico em agosto, com valorização de 4,02% na cotação média, atingindo R$ 2,6716 por litro — o segundo ano consecutivo de alta nessa época, segundo levantamento do Cepea/Esalq. Historicamente, esse período coincide com o auge da safra de cana, quando os preços tendem a cair devido à maior oferta.
Pesquisadores apontam que a alta dos preços na temporada 2025/26 se deve principalmente à redução na oferta de cana-de-açúcar. Fatores como o baixo rendimento agrícola, os impactos de queimadas e as condições climáticas secas nas regiões produtoras pressionaram negativamente a disponibilidade do insumo essencial para o etanol.
No segmento do etanol anidro — utilizado principalmente em formulações de gasolina — a alta registrada em agosto foi de 3,08%, com preço médio de R$ 2,9713 por litro. Essa valorização em ambos os segmentos sinaliza um desequilíbrio entre oferta e demanda, apesar do comportamento esperado para o período ser de estabilização ou queda nos preços.
O cenário chama atenção para os desafios enfrentados pela indústria de etanol, que convive com variabilidades ambientais e produtivas que agora resultam em preços em expansão justamente num momento tradicionalmente marcado por queda.



