Estudo da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), com dados da Famurs, aponta que, com base na safra de 2023, o setor deve gerar mais de R$ 73 milhões em repasses de ICMS para cidades gaúchas em 2025. O tabaco se consolida como a principal cultura de valor agregado no Estado e peça-chave nas finanças municipais.
Alguns municípios se destacam nesse retorno: Canguçu deve receber cerca de R$ 5,6 milhões; Vale do Sol, R$ 4,5 milhões; e São Lourenço do Sul, R$ 4,4 milhões. Em muitas localidades, a participação do tabaco no ingresso de ICMS supera a metade de todo o setor primário.
Para o presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, esses números demonstram a relevância do cultivo para a sustentação dos serviços públicos e da economia local. “Sem essa contribuição, o equilíbrio fiscal de grande parte das prefeituras estaria comprometido”, afirma.
O estudo reforça o papel estratégico do tabaco no Rio Grande do Sul, transformando-o não apenas em fonte de renda para famílias produtoras, mas também em base para investimentos em saúde, educação e infraestrutura pública.



